segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Entrevista com Marcia Dib

Entrevista cedida à Central da DAnça do Ventre

Ela fez mestrado sobre cultura árabe, lançou o 1º livro sobre Música Árabe do Brasil, ministra cursos e palestras pelo país….e muito mais. Entrevistei ela pra contar um pouco de tanta coisa bacana que ela faz por nós e pela cultura árabe no Brasil. 


 1. Você fez mestrado na USP sobre Cultura Árabe, que depois te levou a lançar o livro Música Árabe. De onde veio este interesse pela Música Árabe?
Eu estudei música desde pequena: piano, canto, percepção e teoria musical. Mas sempre a música ocidental. 
Quando comecei a praticar as danças árabes, fiquei maravilhada com as sonoridades orientais e decidi pesquisar mais sobre a música árabe.           
Mais tarde, quando fui para a Síria p
ara estudar as danças e músicas de lá, percebi a riqueza e diversidade da cultura árabe. Existem muitas manifestações musicais árabes, mas a base sonora é a mesma. Escrevi o livro para falar sobre o que a música árabe tem em comum, já que seria impossível falar sobre “toda” a música árabe.



2. Você ministra cursos e palestras pelo Brasil sobre Música Árabe, quais as dificuldades e interesses que você nota que são mais comuns em quem dança?
Existe bastante interesse em conhecer melhor a música. Cada vez mais as pessoas percebem o quanto a música pode ser explorada para fazer uma dança mais bonita. 
Eu percebo que a maior dificuldade é o estudo das melodias; trabalhar as características da melodia a favor da dança. O estudo de música árabe no Brasil é muito concentrado no ritmo e, às vezes, a parte melódica é deixada de lado. É uma pena, já que um mesmo ritmo pode ser o “chão” de diversos tipos de melodia. 
Percebo também um certo receio das pessoas em relação à música árabe, como se ela fosse muito difícil de entender. Nos cursos elas acabam perdendo o medo e conseguindo conversar sobre música e aproveitar o que ela tem de bom. 


3. Na sua opinião, quais os elementos da música árabe que são mais essenciais para uma bailarina de Dança do Ventre conhecer e dominar? Estes itens as bailarinas encontram no seu livro? E encontram em quais cursos seus?
Acho muito importante perceber que existem uma intenção por trás da música. Ter claro que, “do lado de lá” da música existe uma pessoa que pensou em tudo: na estrutura da música, nas frases melódicas e rítmicas, nas pausas... Ao perceber a intenção do compositor (e para isso é preciso sentar e ouvir várias vezes, saboreando cada trecho), a bailarina consegue explorar com muito mais segurança cada aspecto da música. Ela mergulha na música e extrai o melhor dela! 
No livro eu abordo várias características da música e da composição musical, tanto em relação às melodias como aos ritmos. É um livro de consulta, de estudo constante. A pessoa pode ler aos poucos, conforme suas dúvidas e interesses. 
Eu monto os cursos em função das necessidades das pessoas. Existem os cursos gerais, sobre música árabe e musicalidade, mas também costumo oferecer cursos personalizados. 


4. Além da música árabe, uma outra vertente forte de seu trabalho é o Folclore Árabe, mais especificamente o da Síria. Conta um pouco de onde surgiu este interesse e como é seu trabalho com este folclore.
Minha família é da Síria, vieram há bastante tempo mas ainda temos ligações com nossas raízes. Quando fui estudar dança na Síria, não conhecia nada do folclore de lá (apenas um pouco do dabke...). Fiquei muito surpresa com a diversidade das danças! Acabei voltando para lá para estudar com professores particulares e também fiz estágio em um grupo de danças folclóricas. Foi um processo muito enriquecedor, voltei completamente fã daquelas danças tão pouco conhecidas por aqui.


5. Quais as principais características do Folclore da Síria? E quais você mais gosta?
A Síria é um país muito grande e possui diversas danças regionais. Existem as danças das montanhas férteis, as danças do deserto, aquelas praticadas no norte (próximas ao Rio Eufrates), as danças das cidades grandes e pequenas... São muitas manifestações diferentes e lindas, é difícil escolher uma predileta! No meu blog existe uma postagem que fala um pouco sobre elas, veja aqui.


6. O seu livro Música Árabe foi o 1º a ser lançado sobre o tema no Brasil. Conta um pouco sobre quando lançou, como foi o processo de criação. E onde as pessoas podem encontrar ele pra comprar.
Enquanto eu estava elaborando a minha dissertação de Mestrado, eu precisei falar bastante sobre as músicas da Síria, mas não havia material em Português. E pouquíssimo material em outras línguas... Tive que voltar para a Síria para conseguir material teórico para justificar algumas coisas que são óbvias para qualquer músico árabe. Coisas do meio acadêmico... Então fiz um capítulo dedicado à música, para que as pessoas conseguissem entender sobre o que eu estava falando. Depois que eu entreguei o Mestrado, surgiu a oportunidade de editar o livro. Fiz uma revisão e ampliei as informações contidas na dissertação e publiquei o livro, que teve ampla aceitação. Como a edição é minha, as pessoas podem comprar diretamente comigo (é só entrar em contato aqui ou pelo email marciadib@hotmail.com). Se preferirem, podem comprar pelo site da Shimmie, tem exemplares lá também. 


7. Você nota que o Brasil nutre especial interesse pela cultura árabe, tanto no que diz respeito à culinária, literatura, arte e dança? A que você atribui este interesse?
Acredito que o grande interesse aconteça por três motivos: primeiro, as culturas do Mediterrâneo são muito próximas e no Brasil existem forte imigração mediterrânea e acaba existindo uma identificação. 
Em segundo lugar, porque os árabes estiveram presentes em Portugal e no norte da África, por onde vieram indiretamente muitas influências árabes para o Brasil, pelos colonizadores e povos escravizados (nas palavras, alimentação, hábitos, música e dança). 
E em terceiro lugar, porque a cultura é linda, rica e interessante! Sou suspeita... rs


8. Qual conselho você daria para quem dança?
Nunca perca de vista que a dança nasceu em um ambiente cultural específico. Foi a partir de danças simples, do cotidiano, que vieram as raízes da dança do ventre. Ela foi sendo construída de maneira a se tornar uma dança-espetáculo, mas não deveria perder suas origens. 
Penso da mesma maneira em relação à música. A música árabe é feita em cima de bases tão profundas e maravilhosas, que deveriam ser sempre o nosso chão para dançar. 
A sabedoria árabe está presente em todas as manifestações culturas e artísticas, e não deve ser esquecida ou pouco aproveitada. 


9. Quer deixar algum recado, alguma dica? Fica à vontade.
Eu diria para nunca deixar de estudar, de ter curiosidade, de ampliar seus horizontes. Isso é estar viva! O artista deve estar sempre aberto a se desafiar, a aprender coisas novas. E eu estou sempre à disposição para quem quiser estudar. E só entrar em contato comigo!

Marcia Dib é Mestre em Cultura Árabe pela FFLCH/USP e autora do livro Música Árabe: expressividade e sutileza
Blog: http://marciadib.blogspot.com.br/Facebook: https://www.facebook.com/marcia.dib.5
Email marciadib@hotmail.com

sábado, 5 de novembro de 2016

Quem foram as odaliscas?

Por meio da análise das pinturas orientalistas, será abordado o contexto social e artístico no qual a mulher árabe foi vinculada a haréns misteriosos, sendo representada como uma “odalisca” passiva, seminua e silenciosa. Afinal, quem seriam as odaliscas? Qual é a estrutura social de um harém? Odaliscas são dançarinas?

Marcia Dib é mestre em Cultura Árabe pela FFLCH/USP, autora do livro Música Árabe: expressividade e sutileza; diretora do Mabruk! Companhia de Danças Folclóricas Árabe; professora, coreógrafa e bailarina de danças árabes.


Inscrições: http://www.icarabe.org/Proximas-Palestras-Civilizacao-Islamica

Serviço:

08/Nov 3ª feira 14h30 às 16h30
Valor único por palestra: R$ 30,00 
Acima de 4 palestras: 10% desconto 
Inscrições: www.icarabe.org ou pagamento na hora em cheque ou dinheiro.
Informações: cursos@icarabe.org
Auditório da Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509 – Tel. 21679900 (metrô Brigadeiro)
Convênio com estacionamentos: R. Manoel da Nóbrega, 88 ou 95 Vagas limitadas!
Realização: Instituto da Cultura Árabe Coord. Heloisa Abreu Dib Julien

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Palestras sobre Cultura Árabe

ICArabe e Livraria Martins Fontes promovem ciclo de palestras “Temas da Civilização Islâmica”


O Instituto da Cultura Árabe, em mais uma parceria com a Livraria Martins Fontes, promoverão, a partir de 8 de novembro, o Ciclo de Palestras “Temas da Civilização Islâmica”. Serão oito conferências - de 8 de novembro a 14 de dezembro - com especialistas que apresentarão a cultura árabe e islâmica além dos estereótipos. A coordenação é de Heloisa Abreu Dib Julien.
 
As inscrições estão abertas, acesse aqui: http://www.icarabe.org/node/2831
 
Confira a programação:
 
- 08/11, às 14h30 – “Mulheres árabes como ‘Odaliscas’: uma imagem construída pelos ocidentais” – Marcia Dib
- 22/11, às 14h30 – “A arte nos palácios da Síria: danças e música” – Marcia Dib
- 22/11, às 19h30 – “Palácios Árabes: do califado de Damasco ao sultanado de Granada parte 1” – Plinio Freire
- 23/11, às 19h30 – “Palácios Árabes: do califado de Damasco ao sultanado de Granada parte 2” – Plinio Freire
- 28/11, às 14h30 – “Povos beduínos da Síria: cotidiano e arte” – Marcia Dib
- 29/11, às 19h30 – “A tapeçaria persa - O pavão, a rosa e a trama” – Plinio Freire
- 08/12, às 19h30 – “A controvérsia das caricaturas do Profeta Maomé” – Plinio Freire
- 14/12, às 19h30 – “Delacroix no Marrocos: um outro Orientalismo?” - Ana Beatriz Demarchi Barel
 
Serviço:
Investimento: R$ 30 (10% de desconto acima de 4 palestras).
Vagas limitadas. Não deixe de participar!
Local: Auditório da Livraria Martins Fontes, Av. Paulista, 509 – Tel. 21679900 (metrô Brigadeiro)
Convênio com estacionamentos: R. Manoel da Nóbrega, 88 ou 95

Realização: ICArabe e Livraria Martins Fontes

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Danças Folclóricas da Síria – Você já conhece?

Entrevista cedida ao Núcleo de Cultura árabe do Esporte Clube Sírio

Aproximar o público do Clube da rica cultura dos povos árabes é uma grande missão, cumprida com diversos eventos, como as palestras e sessões de cinema, e, inclusive, as publicações na Revista Sírio. Nessa edição, o Núcleo de Cultura Árabe entrou no universo das danças folclóricas em uma conversa com a professora Marcia Dib.

Núcleo de Cultura Árabe – Como você ficou conhecendo as danças folclóricas da Síria?
Marcia Dib – Eu não imaginava que a Síria tivesse tantos tipos de dança! Só conhecia o dabke e a dança do ventre. E quando fui para lá percebi que existem muitas outras danças maravilhosas!
Fiz diversas viagens de estudo, percorrendo o País e fazendo aulas e estágios em grupos de danças folclóricas. Aprendi as danças e músicas das diversas regiões. Depois fiz uma dissertação de Mestrado em Cultura Árabe intitulada “A Diversidade Cultural da Síria através da Música e da Dança”. Para conseguir material teórico, fiz mais viagens de estudo para lá.
Quando voltei para o Brasil com todo esse material em mãos, decidi trabalhar com as danças folclóricas, para resgatar e divulgar este patrimônio tão rico. Montei grupos de dança, comecei a ensinar aqui no Clube e em diversos outros lugares.

NCA – Como as pessoas reagiram quando perceberam a riqueza artística da Síria?
Marcia – Em todos os lugares onde levo as danças, todos ficam encantados. Afinal, são danças muito diferentes entre si, cada uma mostrando o cotidiano de uma região da Síria. Mesmo os descendentes de árabes não conheciam as danças. Por isso, gosto muito de trabalhar com isto para divulgar cada vez mais nossa riqueza cultural!

NCA – Você poderia explicar um pouco quais os tipos de dança que existem na Síria?
Marcia – A Síria pode ser dividida, para fins didáticos, em quatro grandes regiões: uma linha de cidades paralela à costa do Mediterrâneo (Damasco, Homs, Hama e Alepo); as áreas rurais ao redor delas; as áreas desérticas, onde vivem os beduínos (pastores nômades) e a linha de cidades e vilas próxima ao Rio Eufrates.
Cada uma dessas regiões tem um tipo de música e de dança. O ambiente influencia muito o movimento, já que interfere na maneira de pisar, na amplitude dos gestos, no tônus muscular. Além do ambiente, a atividade praticada no dia-a-dia vai trazer elementos para a dança. E existem também as trocas culturais com as regiões vizinhas. Em todas as regiões da Síria há danças masculinas, femininas e mistas.

NCA – Como são as danças das áreas rurais?
Marcia – Nas regiões rurais as danças são alegres e dinâmicas, e possuem muitos movimentos parecidos com aqueles usados nas práticas rurais, como o trabalho na terra, a construção das casas e a defesa do grupo. Aí aparecem as danças com jarros, foices, escudos, peneiras, cestos, etc. São danças alegres, muitas delas vinculadas a festividades (como a colheita, por exemplo) e geralmente apresentadas com roupas parecidas com aquelas usadas no campo.

NCA – E no deserto?
Marcia – Nas áreas de deserto as danças são mais fortes, com gestos amplos (lembrando a amplitude própria do deserto) e passos firmes mas com molejo (por causa da areia). Como no deserto faz muito calor de dia e muito frio à noite, as danças possuem tanto movimentos diretos e rápidos (para aquecer no frio) quanto passos mais sinuosos (para não cansar no calor). Neste ambiente existem as danças com bastões (são pastores), punhais e espadas (são utilizados para defesa) e muitos movimentos ligados ao seu cotidiano (tecer, bater manteiga, etc.), além das danças em linha, como um estilo de dabkechamado Lala. As roupas, tanto dos homens como das mulheres, é larga e confortável, como as túnicas brancas ou pretas.

NCA – Quais as características das danças da região do Eufrates?
Marcia – Nas cidades próximas ao Rio Eufrates acontecem danças muito diferentes, agitadas, vibrantes, com influência iraquiana, curda e turca. Mesmo o dabke desta região é saltado (diferente do dabke de outras regiões). Aparecem muitos elementos presentes nas danças do Golfo Pérsico. As músicas também são bem dinâmicas, alegres e animadas. As roupas usadas nestas danças (quase sempre calça e túnica) têm cores vibrantes, talvez por influência da rota da seda.

NCA – E nas cidades, como são as danças?
Marcia – Nas cidades da linha paralela ao Mediterrâneo aparecem dois tipos de dança: as mais informais e populares (festas dentro das casas e nas praças, por exemplo) e as danças mais formais. O conjunto destas danças formais é chamado deSamah e não podem ser consideradas folclóricas porque não são populares, mas sim feitas por dançarinos contratados e praticadas dentro dos palácios e cortes. A Síria é famosa por seus conjuntos de Samah, que existem até hoje!

NCA – Realmente são muitos tipos de dança! Você tem ensinado todos estes estilos?
Marcia – Voltei das viagens à Síria com muito material, tanto teórico como coreografias e músicas. Desde então tenho ensinado várias pessoas a dançar toda esta variedade de estilos. E agora haverá uma ótima oportunidade: o Clube Sírio tem a intenção de montar um grupo para estudar e praticar estas danças. Será um grupo adulto, para homens e mulheres a partir de 14 anos. Quem tiver interesse pode entrar em contato comigo (marciadib@hotmail.com) ou com a Secretaria Social. Muito obrigada ao Clube pela oportunidade de divulgar nossa cultura!

domingo, 2 de outubro de 2016

Curso O Ocidente e seus Avessos

Ótimo curso para entender como a imagem dos árabes foi construída ao longo da História
Com Plinio Freire Gomes

Mais uma parceria entre o ICArabe e a Livraria Martins Fontes

Inscrições: http://www.icarabe.org/node/2757


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Curso sobre Música Árabe


Gosta de Música Árabe?

Venha mergulhar nesses sons e entender porquê essa música é tão maravilhosa e envolvente!

Em Setembro, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, São Paulo

Leve este curso para sua cidade! Entre em contato: marciadib@hotmail.com






O curso é destinado a leigos que querem conhecer toda a riqueza da música árabe. Além das informações teóricas, haverá exercícios de escuta direcionada, a fim de perceber melhor os diversos aspectos da sonoridade oriental.

AULA 1 – Fundamentos da música árabe: a influência da música sobre os seres humanos; a ligação entre a música e outras áreas do conhecimento; os tratados musicais e a busca pelo conhecimento; os entrelaçamentos culturais; proibições e inventivos à música ao longo da História.

AULA 2 – Expressividade: a circularidade da música árabe; diferenças entre a música árabe e a música ocidental; a importância do ouvir, da oralidade e da memória; a linha melódica como uma conversa.

AULA 3 – Sutileza: a construção das sonoridades; as diferenças entre os modos árabes e as escalas ocidentais; relação entre o som e o silêncio; os diversos timbres e características dos instrumentos árabes.

AULA 4 – Caminhos no espaço e no tempo: a partir dessa base sonora comum, quais seriam as características das músicas de deserto, montanha, rios e cidades; como a música árabe encontrou a música ocidental e quais foram as consequências disto; a música árabe na atualidade.

Marcia Dib é Mestre em Cultura Árabe pela FFLCH/USP e autora do livro Música Árabe: expressividade e sutileza
Veja entrevista no Podcast:



Serviço:

Datas e horários: 06, 13, 20 e 27 de setembro, 3ªs feiras, das 19 às 21h30.
Investimento: Público em geral: R$ 300,00. Aula avulsa: R$ 75,00
Associados ICArabe, estudantes e aposentados: R$ 250,00. Aula avulsa: R$ 65,00 
Aula avulsa no dia, em cheque ou dinheiro. Estudantes devem apresentar carteirinha no 1º dia do curso.
Inscrições: secretaria@icarabe.org informações; 11 50845131
Local: Auditório da Livraria Martins Fontes – Av. Paulista, 509 – Tel. 21679900 (metrô Brigadeiro)
Convênio com estacionamentos: R. Manoel da Nóbrega, 88 ou 95
Vagas limitadas!
Realização: Núcleo de cursos ICARABE: Coord. Heloisa Abreu Dib Julien

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Caminhos da Dança do Ventre no Baladi Congress

Quando fui convidada para dar aula no Baladi Congress fiquei super feliz! Eu já tinha ouvido falar muito bem desse evento, da organizadora super/master Fernanda Guerreiro e também das alunas. Eram só elogios!!!

E chegando lá, vi que todos os comentários eram mais do que justos!!!


Encontrei um ambiente super saudável, de pesquisa e estudo; alunas interessadas; organização impecável (equipe maravilhosa!!!!);colegas professoras de um nível ótimo! Aliás, olha só o naipe das professoras no cartaz! E ainda por cima são super legais! Enfim, foi tudo incrível!

Cada vez mais as pessoas envolvidas com a dança percebem a necessidade de ter embasamento teórico, seja pesquisando melhor a história da dança, a cultura árabe, a musicalidade, etc.

E nesse Festival não foi diferente!


A Fernanda quis que eu falasse um pouco sobre a história da dança do Oriente e no Ocidente. Então eu bolei uma aula com bastante conteúdo. Veja o esquema da aula abaixo:

A CONTRUÇÃO DA DANÇA DO VENTRE NOS PAÍSES ÁRABES E OCIDENTAIS
- Como a Dança do Ventre apareceu e se desenvolveu no Ocidente?
- Como as danças populares árabes se transformaram na Dança do Ventre?
- Quais as diferenças entre a construção da dança no Oriente e no Ocidente?
- Que estilos foram desenvolvidos em cada lugar?
- E o que tudo isso tem a ver com a dança praticada na atualidade?

Foram duas horas e meia de muita conversa, reflexões e trocas. Classe cheia de pessoas interessadas! 


Haviam muitas alunas e professoras presentes, o que me deixou muito contente! Gente vinda de várias partes do País, com sede de dança e conhecimento!

Uma delas, a querida bailarina e professora Nuriel el Nur, estava na aula e deixou um depoimento que me fez muito feliz:
"A aula/palestra de Márcia Dib esclareceu de forma clara e precisa porque a dança sobre tantos preconceitos. Saber como ela nasceu no Ocidente e no Oriente, e como uma parte do mundo encontrou-se com a outra nos faz entender muitas coisas e ao mesmo tempo nos dá liberdade para pensar a dança de uma forma mais ampla e abrangente. O que é ou não tradicional? Porque o uso do ballet? Quando entrou o uso dos véus? Quem foi a figura que deturpou a dança no Ocidente? O que aconteceu nas artes e no período Orientalista? Quem a fomentou no Oriente? Todas estas respostas obtivemos junto a registros históricos riquíssimos e raros. Grata por sua seriedade e perspicácia."

A Nuriel é uma pessoa muito aberta, inteligente e generosa! Além de dançar super bem e dar uma ótima aula! Para mim um depoimento como este vindo dela é muito especial, obrigada!


Bom, e fica aqui meu agradecimento especial à Fernanda Guerreiro, que consegue agregar tantas pessoas interessadas e fazer tudo com muito prazer e competência! Obrigada pela confiança no meu trabalho! 

Quero mais! Até já, Salvador!!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aula sobre Música Árabe no Festival Mosaico 2016



Em Julho acontece em SP um Festival incrível na Shangrila: o Mosaico!
Como o nome diz, é um conjunto incrível de propostas artísticas e é sempre um prazer participar!

Neste ano falei sobre alguns aspectos da Música Árabe que, a meu ver, são fundamentais para quem dança entender essa música tão maravilhosa:
- A influência dos sons sobre os seres humanos: a música árabe considera os efeitos do som sobre nós, nosso humor e saúde. É uma sabedoria maravilhosa que aproxima a cultura árabe das outras culturas orientais
- A circularidade da música árabe: as músicas modais (como a árabe, indiana e muitas outras) propõe que o ouvinte mergulhe em suas sonoridades, absorvendo o humor da peça e tambem os benefícios dos sons.
- A homofonia: a música árabe se desenvolve em uma linha melódica única e esta linha imita a voz humana. É muito gostoso perceber as "conversas" que o compositor propõe!

Na aula estiveram presentes muitas pessoas queridas e interessadas, o que deixou um clima gostos de aprendizado e escuta atenta à música.

E fiquei super feliz em ter utras professoras participando da aula!
É importante ter colegas na nossa aula, e ser aluna nas aulas delas... Ninguém sabe tudo e temos muito o que trocar!

Aqui um vídeo elaborado pela Arte Ponto e Vírgula, com alguns momentos da aula:
https://www.facebook.com/artepontoevirgula/videos/489355307941731/

Entre elas estava Mahaila el Helwa, uma bailarina incrível e uma professora super competente e generosa. Ela enviou, carinhosamente, um depoimento sobre a minha aula:

"As aulas da Marcia Dib são muito valiosas para mim. Aprendo muito e recebo informações sobre assuntos que sempre quis aprender e outros que nem tinha conhecimento. Nesta última semana que fiz no Festival Mosaico não foi diferente. Ela nos apresentou diversas informações sobre música árabe que me fizeram querer me aprofundar e conhecer mais, afinal, uma bailarina com boas noções de musicalidade consegue ser uma intérprete muito mais fiel ao que a música pode proporcionar".

Obrigada, Mahaila, pelas palavras de carinho!

E obrigada, Lulu Hartenbach, por organizar um Festival tão diversificado e rico!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

História da Dança do Ventre

CURSO SOBRE HISTÓRIA DA DANÇA NO BRASIL
São Paulo

Inscrições abertas, reserve sua vaga!



MÓDULO 1 – DANÇA DO VENTRE: A MULHER ORIENTAL E O IMAGINÁRIO OCIDENTAL

A dança oriental árabe, mais conhecida como dança do ventre, é intensamente praticada em todo o Brasil. Apesar disso, pouco ainda se sabe sobre ela, permanecendo muitas generalizações, distorções e visões fantasiosas. O curso abordará alguns aspectos da cultura árabe, como esta dança se desenvolveu no Oriente e no Ocidente, e também como essas questões afetaram a maneira como é vista e dançada no Brasil.

PARA QUEM É DESTINADO
O curso é dirigido a bailarinos, pesquisadores, estudantes, coreógrafos, estudiosos da Dança e do Movimento, historiadores, professores, performers e interessados em geral.

PROGRAMA
Encontro 1: Odaliscas – uma visão da mulher árabe construída pelos ocidentais. Como a dança do ventre chegou ao ocidente
Encontro 2: O público e o privado na cultura árabe – a dança do ventre nas diversas situações sociais
Encontro 3: A dança do ventre nos países árabes: a construção de uma dança nacional
Encontro 4:  A dança do ventre hoje, no Oriente e no Ocidente

CARGA HORÁRIA TOTAL
10h

DATA E HORÁRIO
08, 15, 22 e 29 de março de 2016 (terças-feiras), Das 19:30 às 22h 
4 encontros (carga horária: 10h)
VAGAS LIMITADAS

LOCAL
Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, Pinheiros – Coletivo Digital (próximo à estação Fradique Coutinho do metrô – linha 4 amarela)

Veja mais sobre o primeiro módulo nesta entrevista com a professora Marcia Dib:

VALORES
Pagamento à vista até dia 26/02/2016:
R$360,00
Pagamento via depósito ou transferência bancária

Pagamento à vista a partir de 27/02/2016:
R$400,00
Pagamento via depósito ou transferência bancária

Pagamento parcelado (PagSeguro):
R$430,00
Pagamento no cartão de crédito em 3x sem juros (ou em 12x com juros)

Acesse o link e saiba mais: http://bit.ly/1RnOAA7